A casa que eu quero cheira a pinho sol,
Tem jardim, varanda e cadeira de balanço,
Passo lá e só fico imaginando.
Pensando no casal de velhinhos que mora lá,
No chá que eles tomam às quatro da tarde,
E no cheiro do pinho sol que se espalha pela rua.
Hoje é difícil achar lugares assim.
Tudo está tão cinza, tão asfalto, tão frio,
Mas a casa que eu quero tem um sapo de cerâmica no jardim.
E lá é o lugar ideal: tranqüilo, tranqüilo.
(Guilherme Roque)





