Gostei disso!
Eu e minha mania de revirar livros velhos que ficam amontoados em cima do guarda-roupa. Esse é muito bom! Acho que vou fazer a mesma coisa com a minha professora de gramática!
O ASSASSINO ERA O ESCRIBA
Meu professor de análise sintática era o tipo do sujeito inexistente.
Um pleonasmo, o principal predicado de sua vida,
regular como um paradigma da 1ª. conjugação.
Entre uma oração subordinada e um adjunto adverbial,
ele não tinha dúvidas: sempre achava um jeito
assindético de nos torturar com um aposto.
Casou com uma regência.
Foi infeliz.
Era possessivo como um pronome.
E ela era bitransitiva.
Tentou ir para os EUA.
Não deu.
Acharam um artigo indefinido em sua bagagem.
A interjeição do bigode declinava partículas expletivas,
conectivos e agentes da passiva, o tempo todo.
Um dia, matei-o com um objeto direto na cabeça.
(Paulo Leminski)
12 07 08 às 7:05 pm
kkkkkkkkkkkkkk
deixe a pobre em paz, gui! kkkk
adorei esse texto do paulo leminski! bem da hora!
possessivo como um pronome, artigo indefinido na mala e objeto direto na cabeça foram os melhores kkkkkkkk
13 07 08 às 1:02 pm
ashaushaushaushausaushaushaushauhsau
Ah, como é bom dominar a língua portuguesa! Dá para inventar um monte de frases combinativas, como o exemplo deste trecho.
Adorei, Guilherme!
Sua professora de gramática é dura com você? rs